adminia18 - IA 18 https://ia18.com.br Escolha a sua Sun, 01 Jun 2025 04:04:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.1 https://ia18.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-vecteezy_ia-logo-monogram-with-slash-style-design-template_-1-32x32.jpg adminia18 - IA 18 https://ia18.com.br 32 32 O Ensaio Secreto https://ia18.com.br/2025/06/01/o-ensaio-secreto/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-ensaio-secreto https://ia18.com.br/2025/06/01/o-ensaio-secreto/#respond Sun, 01 Jun 2025 04:04:13 +0000 https://ia18.com.br/?p=1257 Maristela ajustou o corpete rendado no espelho embaçado do loft, enquanto a chuva batia contra os vidros altos. O convite fora misterioso: “Traga apenas lingerie preta e curiosidade”, assinado por um fotógrafo conhecido apenas como “Lux”. O estúdio, um antigo armazém reformado, cheirava a velas de patchuli e químicos de revelação — uma mistura que a deixou alerta. A primeira foto foi um close de seus lábios entreabertos, iluminados por uma lâmpada de néon azul. Lux não falava, apenas a guiava com gestos frios. “Incline a cabeça para trás”, “Segure o espelho quebrado”. Ela obedeceu, mas quando as lentes capturaram seu reflexo, algo estranho surgiu: uma silhueta atrás dela, onde não havia ninguém. — Você viu isso? — ela perguntou, apontando para a câmera digital. Lux sorriu pela primeira vez. — “São só jogos de luz, querida. Arte.” Na pausa para vinho tinto, Maristela vasculhou a mesa de edição. Entre os arquivos, encontrou uma pasta com seu nome — cheia de fotos antigas. Numa, ela estava de costas em um corredor escuro; noutra, seus dedos ensanguentados pressionavam a lente. Datadas de 2005. Ano em que ela tinha dez anos. O coração acelerou quando ouviu o clique de uma câmera atrás de si. Lux observava-a, com um rolo de filme pendurado no pescoço como um colar de balas. — Adoro quando elas reconhecem o próprio medo — ele sussurrou, avançando. — Você posou tão bem naquela noite… Lembra do porão da sua avó? Maristela agarrou o tripé e golpeou sua cabeça. Enquanto ele caía, ela correu para a mesa, destruindo as câmeras com o salto agulha. Na fuga, levou apenas um negativo — aquele que mostrava ela mesma, adulta, de lingerie preta, em um quarto que não existia. Dois dias depois, ao revelar o filme em casa, a última imagem a surgir na solução foi uma nota escrita à mão: “Até a próxima sessão, Maristela. Desta vez, traga o conjunto de renda vermelha.” Fim.

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Maristela ajustou o corpete rendado no espelho embaçado do loft, enquanto a chuva batia contra os vidros altos. O convite fora misterioso: “Traga apenas lingerie preta e curiosidade”, assinado por um fotógrafo conhecido apenas como “Lux”. O estúdio, um antigo armazém reformado, cheirava a velas de patchuli e químicos de revelação — uma mistura que a deixou alerta.

A primeira foto foi um close de seus lábios entreabertos, iluminados por uma lâmpada de néon azul. Lux não falava, apenas a guiava com gestos frios. “Incline a cabeça para trás”, “Segure o espelho quebrado”. Ela obedeceu, mas quando as lentes capturaram seu reflexo, algo estranho surgiu: uma silhueta atrás dela, onde não havia ninguém.

— Você viu isso? — ela perguntou, apontando para a câmera digital.

Lux sorriu pela primeira vez. — “São só jogos de luz, querida. Arte.”

Na pausa para vinho tinto, Maristela vasculhou a mesa de edição. Entre os arquivos, encontrou uma pasta com seu nome — cheia de fotos antigas. Numa, ela estava de costas em um corredor escuro; noutra, seus dedos ensanguentados pressionavam a lente. Datadas de 2005. Ano em que ela tinha dez anos.

O coração acelerou quando ouviu o clique de uma câmera atrás de si. Lux observava-a, com um rolo de filme pendurado no pescoço como um colar de balas.

— Adoro quando elas reconhecem o próprio medo — ele sussurrou, avançando. — Você posou tão bem naquela noite… Lembra do porão da sua avó?

Maristela agarrou o tripé e golpeou sua cabeça. Enquanto ele caía, ela correu para a mesa, destruindo as câmeras com o salto agulha. Na fuga, levou apenas um negativo — aquele que mostrava ela mesma, adulta, de lingerie preta, em um quarto que não existia.

Dois dias depois, ao revelar o filme em casa, a última imagem a surgir na solução foi uma nota escrita à mão:

“Até a próxima sessão, Maristela. Desta vez, traga o conjunto de renda vermelha.”

Fim.

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A Coleção Proibida https://ia18.com.br/2025/06/01/a-colecao-proibida/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=a-colecao-proibida https://ia18.com.br/2025/06/01/a-colecao-proibida/#respond Sun, 01 Jun 2025 04:03:54 +0000 https://ia18.com.br/?p=1261 Maristela encontrou a loja por acaso, em uma viela de Montmartre, onde a neblina da manhã parecia tingir tudo de sépia. A placa desbotada dizia “La Jolie Folie – Lingerie d’Époque”, e o vestido rendado na vitrine tinha um caimento que a fez parar. A campainha tilintou ao entrar, e o cheiro de lavanda e naftalina envolveu-a como um abraço antigo. A dona, uma senhora de cabelos prateados e olhos amendoados, sorriu ao vê-la tocar um conjunto preto e rosa. — Ah, la pièce maîtresse… — murmurou, tirando-o do manequim. — Foi usado apenas uma vez, em 1957, por uma cliente muito especial. Você tem o mesmo… brilho. Maristela riu, mas calafrios percorreram sua espinha quando a mulher acrescentou: — Ela também era fotógrafa. Como você. A peça era impecável: um babydoll de seda com ligas bordadas a fio dourado. A lojista insistiu em presentá-la, sob uma condição: — Use-o em seu próximo ensaio. E me envie uma foto. Naquela noite, no quarto de hotel, Maristela vestiu a lingerie e posou diante do espelho emoldirado. A sensação era estranha — a seda parecia apertar quando ela se movia, como mãos invisíveis ajustando as alças. Quando as fotos foram transferidas para o laptop, uma imagem chamou sua atenção: seu reflexo no espelho não a acompanhava. Na foto, ela sorria… enquanto a “outra” Maristela, no espelho, tinha os olhos escuros e a boca aberta em um grito silencioso. Na madrugada, ela sonhou com uma mulher de costas, pentelando cabelos negros em um toucador. Quando a figura se virou, tinha o rosto de Maristela — mas os olhos eram da lojista. — Você gostou do meu presente? — a mulher sussurrou, apontando para o espelho. — Ele sempre mostra a verdade. Ao acordar, Maristela descobriu manchas de batom vermelho no pescoço. E no chão, uma foto antiga que não estava lá antes: uma modelo de lingerie idêntica, caída em um estúdio, com os olhos arregalados e a boca costurada com linha preta. Ela voltou à loja ao amanhecer, mas o lugar estava abandonado há décadas. Entre o entulho, encontrou uma caixa com dezenas de babydolls iguais ao seu — cada um com uma foto amarrada à tag: mulheres de diferentes épocas, todas com suas feições, todas mortas. No fundo da caixa, um bilhete: “La Jolie Folie não vende lingerie, querida. Coleciona corpos. O seu já está quase pronto.” Quando Maristela olhou para baixo, viu que os fios dourados do babydoll agora se entrelaçavam em sua pele, costurando-se lentamente em seu esterno. E no espelho quebrado da loja, sua reflexão sorria e acenava… sozinha. Fim.

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Maristela encontrou a loja por acaso, em uma viela de Montmartre, onde a neblina da manhã parecia tingir tudo de sépia. A placa desbotada dizia “La Jolie Folie – Lingerie d’Époque”, e o vestido rendado na vitrine tinha um caimento que a fez parar. A campainha tilintou ao entrar, e o cheiro de lavanda e naftalina envolveu-a como um abraço antigo.

A dona, uma senhora de cabelos prateados e olhos amendoados, sorriu ao vê-la tocar um conjunto preto e rosa.

— Ah, la pièce maîtresse… — murmurou, tirando-o do manequim. — Foi usado apenas uma vez, em 1957, por uma cliente muito especial. Você tem o mesmo… brilho.

Maristela riu, mas calafrios percorreram sua espinha quando a mulher acrescentou:

— Ela também era fotógrafa. Como você.

A peça era impecável: um babydoll de seda com ligas bordadas a fio dourado. A lojista insistiu em presentá-la, sob uma condição:

— Use-o em seu próximo ensaio. E me envie uma foto.

Naquela noite, no quarto de hotel, Maristela vestiu a lingerie e posou diante do espelho emoldirado. A sensação era estranha — a seda parecia apertar quando ela se movia, como mãos invisíveis ajustando as alças. Quando as fotos foram transferidas para o laptop, uma imagem chamou sua atenção: seu reflexo no espelho não a acompanhava. Na foto, ela sorria… enquanto a “outra” Maristela, no espelho, tinha os olhos escuros e a boca aberta em um grito silencioso.

Na madrugada, ela sonhou com uma mulher de costas, pentelando cabelos negros em um toucador. Quando a figura se virou, tinha o rosto de Maristela — mas os olhos eram da lojista.

— Você gostou do meu presente? — a mulher sussurrou, apontando para o espelho. — Ele sempre mostra a verdade.

Ao acordar, Maristela descobriu manchas de batom vermelho no pescoço. E no chão, uma foto antiga que não estava lá antes: uma modelo de lingerie idêntica, caída em um estúdio, com os olhos arregalados e a boca costurada com linha preta.

Ela voltou à loja ao amanhecer, mas o lugar estava abandonado há décadas. Entre o entulho, encontrou uma caixa com dezenas de babydolls iguais ao seu — cada um com uma foto amarrada à tag: mulheres de diferentes épocas, todas com suas feições, todas mortas.

No fundo da caixa, um bilhete:

“La Jolie Folie não vende lingerie, querida. Coleciona corpos. O seu já está quase pronto.”

Quando Maristela olhou para baixo, viu que os fios dourados do babydoll agora se entrelaçavam em sua pele, costurando-se lentamente em seu esterno. E no espelho quebrado da loja, sua reflexão sorria e acenava… sozinha.

Fim.

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Pole Dance na Chuva https://ia18.com.br/2025/06/01/pole-dance-na-chuva/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=pole-dance-na-chuva https://ia18.com.br/2025/06/01/pole-dance-na-chuva/#respond Sun, 01 Jun 2025 04:03:41 +0000 https://ia18.com.br/?p=1265 A chuva caía como cortinas de prata sobre Chiang Mai quando Maristela, cansada de fotografar templos, seguiu o som de música eletrônica vindo de um prédio abandonado. A placa rachada dizia “Lótus Noturno”, e dentro, mulheres de corpos pintados com tinta dourada giravam em poles enferrujados. Foi então que Lalita apareceu — olhos verdes como vidro quebrado, mãos adornadas com anéis de serpente. — Você tem os músculos de uma dançarina — sussurrou, puxando Maristela para o centro do estúdio. — Mas pole dance não é só força… é deixar o espírito se torcer. Sob a luz estroboscópica, Maristela se entregou aos movimentos. Lalita ajustava seu corpo com toques gelados, sussurrando frases em tailandês que ecoavam como cantigas de ninar macabras. Quando Maristela postou um clip da performance (o título: “Chuva e Ferro”), os comentários explodiram: “Quem é o homem atrás de você no espelho?” Ela revisou o vídeo — e lá estava: uma figura masculina de costas, suspensa no ar como se também estivesse dançando… em um pole que não existia. Ao voltar ao estúdio, Maristela encontrou Lalita enrolada em uma pole como uma cobra, sua pele agora coberta por símbolos em tinta vermelha. — Ah, você viu Phi Pret — riu, apontando para os espelhos. — Ele adora dançarinas… especialmente as que fotografam demais. Os reflexos nos espelhos começaram a se mover independentemente, repetindo os passos de Maristela — mas com membros alongados demais, juntas torcidas em ângulos impossíveis. A última coisa que ela viu antes de desmaiar foi Lalita beijando o próprio reflexo… e o homem do vídeo saindo do espelho, com um sorriso de agulhas. Maristela acordou em seu hotel, com o corpo coberto por hematomas em forma de dedos. No celular, uma mensagem anônima: “O Lótus Noturno não existe há 10 anos. Lalita morreu queimada em um incêndio aqui.” Anexado, um vídeo dela dançando na chuva… com três reflexos.

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A chuva caía como cortinas de prata sobre Chiang Mai quando Maristela, cansada de fotografar templos, seguiu o som de música eletrônica vindo de um prédio abandonado. A placa rachada dizia “Lótus Noturno”, e dentro, mulheres de corpos pintados com tinta dourada giravam em poles enferrujados. Foi então que Lalita apareceu — olhos verdes como vidro quebrado, mãos adornadas com anéis de serpente.

— Você tem os músculos de uma dançarina — sussurrou, puxando Maristela para o centro do estúdio. — Mas pole dance não é só força… é deixar o espírito se torcer.

Sob a luz estroboscópica, Maristela se entregou aos movimentos. Lalita ajustava seu corpo com toques gelados, sussurrando frases em tailandês que ecoavam como cantigas de ninar macabras. Quando Maristela postou um clip da performance (o título: “Chuva e Ferro”), os comentários explodiram: “Quem é o homem atrás de você no espelho?” Ela revisou o vídeo — e lá estava: uma figura masculina de costas, suspensa no ar como se também estivesse dançando… em um pole que não existia.

Ao voltar ao estúdio, Maristela encontrou Lalita enrolada em uma pole como uma cobra, sua pele agora coberta por símbolos em tinta vermelha.

— Ah, você viu Phi Pret — riu, apontando para os espelhos. — Ele adora dançarinas… especialmente as que fotografam demais.

Os reflexos nos espelhos começaram a se mover independentemente, repetindo os passos de Maristela — mas com membros alongados demais, juntas torcidas em ângulos impossíveis. A última coisa que ela viu antes de desmaiar foi Lalita beijando o próprio reflexo… e o homem do vídeo saindo do espelho, com um sorriso de agulhas.

Maristela acordou em seu hotel, com o corpo coberto por hematomas em forma de dedos. No celular, uma mensagem anônima: “O Lótus Noturno não existe há 10 anos. Lalita morreu queimada em um incêndio aqui.” Anexado, um vídeo dela dançando na chuva… com três reflexos.

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O Cliente que Sabia Demais https://ia18.com.br/2025/06/01/o-cliente-que-sabia-demais/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-cliente-que-sabia-demais https://ia18.com.br/2025/06/01/o-cliente-que-sabia-demais/#respond Sun, 01 Jun 2025 04:03:29 +0000 https://ia18.com.br/?p=1267 O convite chegou em uma caixa de ébano: dentro, um rolo de filme pré-exposto com uma única foto — Maristela dormindo em seu apartamento, na noite anterior. A nota dizia: “Quero capturar o que ainda não aconteceu. Aceite, e você verá a verdade por trás de todas as suas fotos.” Intrigada (e aterrorizada), ela embarcou no M/S Mnemosyne, um iate art déco onde até os espelhos pareciam refletir versões distorcidas da realidade. Damian, um homem de olhos violeta e mãos cobertas por cicatrizes de queimaduras químicas, revelou as regras: Nada de roupas (a pele, segundo ele, “registra a luz do futuro”). Nada de poses (ela deveria se mover como se estivesse “sonâmbula”). Enquanto a câmera de 1900 clickava, Maristela sentiu as lentes como dedos frios percorrendo seu corpo. Ao revelar as primeiras fotos, seu sangue gelou: ela aparecia em cenários que nunca visitara — um quarto com paredes de carne pulsante, um deserto de ossos, e por fim… uma mesa de mármore onde seu cadáver era dissecado por mãos enluvadas. Damian riu ao ver seu terror: “Ah, você finalmente entendeu. Minha câmera não tira fotos… ela extrai memórias do futuro.” Ele então mostrou o negativo final — uma imagem de Maristela, naquela mesma noite, com os olhos arrancados e a boca costurada com fio fotossensível. “A melhor parte?” — sussurrou, enrolando o filme em seu pescoço como uma coleira — “Você assinou o contrato quando aceitou o convite.” Maristela acordou em seu estúdio, com um rolo de filme não revelado na mão. Quando o colocou contra a luz, viu a silhueta de Damian por trás — e seu próprio corpo, pendurado como um photograma em uma câmara escura gigante.

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O convite chegou em uma caixa de ébano: dentro, um rolo de filme pré-exposto com uma única foto — Maristela dormindo em seu apartamento, na noite anterior. A nota dizia:

“Quero capturar o que ainda não aconteceu. Aceite, e você verá a verdade por trás de todas as suas fotos.”

Intrigada (e aterrorizada), ela embarcou no M/S Mnemosyne, um iate art déco onde até os espelhos pareciam refletir versões distorcidas da realidade.

Damian, um homem de olhos violeta e mãos cobertas por cicatrizes de queimaduras químicas, revelou as regras:

Nada de roupas (a pele, segundo ele, “registra a luz do futuro”).

Nada de poses (ela deveria se mover como se estivesse “sonâmbula”).

Enquanto a câmera de 1900 clickava, Maristela sentiu as lentes como dedos frios percorrendo seu corpo. Ao revelar as primeiras fotos, seu sangue gelou: ela aparecia em cenários que nunca visitara — um quarto com paredes de carne pulsante, um deserto de ossos, e por fim… uma mesa de mármore onde seu cadáver era dissecado por mãos enluvadas.

Damian riu ao ver seu terror:
“Ah, você finalmente entendeu. Minha câmera não tira fotos… ela extrai memórias do futuro.”

Ele então mostrou o negativo final — uma imagem de Maristela, naquela mesma noite, com os olhos arrancados e a boca costurada com fio fotossensível.

“A melhor parte?” — sussurrou, enrolando o filme em seu pescoço como uma coleira — “Você assinou o contrato quando aceitou o convite.”

Maristela acordou em seu estúdio, com um rolo de filme não revelado na mão. Quando o colocou contra a luz, viu a silhueta de Damian por trás — e seu próprio corpo, pendurado como um photograma em uma câmara escura gigante.

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O Pintor de Corpos https://ia18.com.br/2025/06/01/o-pintor-de-corpos/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=o-pintor-de-corpos https://ia18.com.br/2025/06/01/o-pintor-de-corpos/#respond Sun, 01 Jun 2025 04:03:11 +0000 https://ia18.com.br/?p=1269 O convite veio em um envelope de couro, selado com cera vermelha: “Querida Maristela, seu corpo é a última fronteira da arte. Venha ao Atelier der Verlorenen à meia-noite. Traga apenas sua pele.” Intrigada, ela compareceu. O estúdio era uma antiga fábrica de cadáveres (literalmente — Niklas sussurrou que os nazistas usaram o local para experimentos). Cavaletes sustentavam telas cobertas por peles humanas esticadas, e o cheiro de terebintina misturava-se ao de carne queimada. Niklas a pintou nua, usando tintas fluorescentes que ardiam como álcool em feridas. Cada pincelada era um verso em alemão arcaico: “Blut und Knochen, zeig mir dein Gesicht unter der Maske…” (Sangue e ossos, mostre-me seu rosto sob a máscara). Quando Maristela tentou lavar as tintas, descobriu que elas haviam se fundido à sua epiderme. Pior: os desenhos — criaturas com olhos alongados e bocas cheias de agulhas — piscavam quando ela olhava no espelho. Na terceira noite, acordou com coceira. Suas costas eram agora um afresco de mulheres gritando, seus rostos tão detalhados que ela reconheceu… clientes de antigos ensaios fotográficos, todas mortas em acidentes bizarros. Niklas apareceu à porta de seu quarto, com um bisturi e um sorriso: “Elas vivem na tela agora. Você será minha obra-prima — uma galeria ambulante.” Maristela fugiu para o telhado, onde a chuva ácida de Berlim começou a dissolver as tintas — e sua pele junto. O que escorria não era sangue, mas tinta preta e fotos velhas de suas vítimas. Na manhã seguinte, Niklas foi encontrado morto em seu estúdio, pintado em sua própria tela. E em um beco próximo, turistas fotografaram uma mulher de costas — sua pele agora um mosaico de rostos silenciosos.

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O convite veio em um envelope de couro, selado com cera vermelha:
“Querida Maristela, seu corpo é a última fronteira da arte. Venha ao Atelier der Verlorenen à meia-noite. Traga apenas sua pele.”

Intrigada, ela compareceu. O estúdio era uma antiga fábrica de cadáveres (literalmente — Niklas sussurrou que os nazistas usaram o local para experimentos). Cavaletes sustentavam telas cobertas por peles humanas esticadas, e o cheiro de terebintina misturava-se ao de carne queimada.

Niklas a pintou nua, usando tintas fluorescentes que ardiam como álcool em feridas. Cada pincelada era um verso em alemão arcaico:
“Blut und Knochen, zeig mir dein Gesicht unter der Maske…” (Sangue e ossos, mostre-me seu rosto sob a máscara).

Quando Maristela tentou lavar as tintas, descobriu que elas haviam se fundido à sua epiderme. Pior: os desenhos — criaturas com olhos alongados e bocas cheias de agulhas — piscavam quando ela olhava no espelho.

Na terceira noite, acordou com coceira. Suas costas eram agora um afresco de mulheres gritando, seus rostos tão detalhados que ela reconheceu… clientes de antigos ensaios fotográficos, todas mortas em acidentes bizarros. Niklas apareceu à porta de seu quarto, com um bisturi e um sorriso:

“Elas vivem na tela agora. Você será minha obra-prima — uma galeria ambulante.”

Maristela fugiu para o telhado, onde a chuva ácida de Berlim começou a dissolver as tintas — e sua pele junto. O que escorria não era sangue, mas tinta preta e fotos velhas de suas vítimas. Na manhã seguinte, Niklas foi encontrado morto em seu estúdio, pintado em sua própria tela. E em um beco próximo, turistas fotografaram uma mulher de costas — sua pele agora um mosaico de rostos silenciosos.

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